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Solo Leveling – Capítulo 4

As Três Leis

Jin-Woo gritou para os outros Caçadores:


— Pessoal!!


Todos voltaram os olhos para ele ao mesmo tempo.


— Vocês precisam se ajoelhar diante da estátua do deus! Precisam se prostrar!


Os rostos se encheram de incredulidade.


— Se prostrar…?


— Você quer que a gente se curve para aquela coisa?!


Os xingamentos vieram imediatamente.


— Vai se ferrar! Que merda é essa que você está falando?!


— Você enlouqueceu, Sung Jin-Woo?!


O rosto de Kim ficou vermelho como brasa.


— Eu não sabia que você era desse tipo! Se pudesse me mexer, já tinha te socado!


Jin-Woo mordeu o lábio inferior.


Seis companheiros haviam morrido. Era óbvio que reagiriam assim.


E o pior:


Ele não tinha prova alguma.


Só instinto.


Mas então—


— Eu vou fazer o que você disse.


A voz veio de trás dele.


Todos olharam.


Era Song.


— Senhor Song?!


— O senhor vai mesmo se ajoelhar para aquela maldita estátua?!


Song encarou Jin-Woo.


— Jovem… você percebeu algo, não foi?


Jin-Woo assentiu firmemente.


— É seu instinto de novo?


— …Sim.


Onze haviam sobrevivido por causa dele. Agora eram dez.


Valia a pena confiar mais uma vez.


Song se ajoelhou.


E curvou a cabeça.


O ambiente ficou solene.


Aproveitando o momento, Jin-Woo gritou:


— Por favor! Ajoelhem-se! Talvez possamos sair vivos daqui!


Talvez viver.


Talvez sair vivos.


Essas palavras tiveram impacto imediato.


Um por um, começaram a se ajoelhar.


Até Kim, resmungando, abaixou a cabeça.


Mas nada mudou.


Os olhos vermelhos continuavam brilhando.


O coração de Jin-Woo esfriou.


Eu estava errado?


Então ele olhou para Ju-Hui.


Ela estava encolhida, tremendo, segurando a cabeça.


Aquilo não era reverência.


Ele segurou o pulso dela com cuidado.


Ela ergueu o rosto, assustada.


Ele assentiu.


Devagar, ajudou-a a se curvar corretamente.


Agora só faltava ele.


Jin-Woo se ajoelhou, apoiou as mãos no chão e baixou a cabeça.


Então—


— Olhem!!


Os olhos da estátua começaram a perder o brilho vermelho.


— Está funcionando?!


A luz vermelha se apagou completamente.


— Conseguimos!!


Gritos de alívio ecoaram.


Alguns se levantaram.


Nada aconteceu.


Jin-Woo soltou um longo suspiro.


Mas sabia.


Ainda faltavam duas leis.


Exalte o deus.


Prove sua devoção.


Foi então que—


RUMBLE!!


A câmara inteira tremeu.


A estátua colossal começou a se erguer do trono.


— Não… não acabou?!


O desespero tomou conta.


A estátua ficou totalmente de pé.


E começou a caminhar em direção a eles.


THUD!!


Cada passo fazia o chão estremecer.


— Sr. Sung! O que fazemos?!


Os mesmos que o insultaram agora o cercavam, desesperados.


— Existe saída?!


Jin-Woo ajudou Ju-Hui a se levantar.


— A segunda lei… Exaltar o deus.


— Não é o que estava escrito na placa? — perguntou Kim.


— Sim. Precisamos cumprir as três leis.


A estátua já projetava sua sombra gigantesca sobre eles.


— Deixem comigo!


Um jovem Caçador avançou.


— Eu cantava no coral da igreja. Sei como exaltar algo!


Ele respirou fundo.


— Senhor… renova minha fé…


Sua voz ecoou pela câmara.


A estátua parou.


Um sopro de esperança percorreu o grupo.


— Está funcionando!


O jovem continuou cantando, mais confiante.


Mas Jin-Woo sentiu algo errado.


Aquilo era um templo com regras próprias.


Ele estava louvando segundo outra crença.


Não segundo as leis daquele lugar.


Então—


A estátua ergueu o pé.


CRASH!


Quando levantou novamente, o jovem não existia mais.


Apenas sangue espalhado pelo chão e pela sola de pedra.


Gritos explodiram.


O rosto da estátua — antes neutro — agora parecia contorcido em fúria.


— Está com raiva!!


— Corram!!


O caos começou.


Uma Caçadora ficou paralisada, gritando.


A mão colossal desceu.


SLAM!!


Jin-Woo desviou o olhar.


Song o segurou.


— Não há tempo! Quer que ela morra também?!


A estátua agora corria.


Pisava.


Esmagava.


Quem fugia para os cantos era atacado pelas estátuas menores.


— Meu braço!! Meu braço!!


O chão tremia sem parar.


Jin-Woo corria carregando Ju-Hui.


— Vamos nos separar!


Ele e Song seguiram em direções opostas.


Jin-Woo correu para o canto mais distante.


Park já estava lá.


Lágrimas nos olhos.


Pensando na esposa grávida.


No filho que o esperava.


— Sr. Park!! — gritou Kim.


— O quê?!


— Atrás de você!!


Um brilho cortou o ar.


Slice.


Park foi dividido ao meio.


As duas metades tombaram.


A estátua com espada voltou ao lugar, imóvel.


Kim começou a chorar.


O caos era absoluto.


Se fugiam do deus, eram mortos pelas estátuas menores.


Se ficavam no centro, eram esmagados.


Jin-Woo corria, ofegante.


Mas sua mente só repetia:


Exalte o deus.


A chave está aqui.


Eles haviam revistado tudo antes.


Não havia mecanismo.


Não havia ferramenta.


Apenas estátuas.


E então—


Um pensamento o atingiu.


As únicas coisas que se movem aqui… são as estátuas.


Se só elas se moviam…


Só elas podiam ser usadas.


Os olhos dele se arregalaram.


Claro!


Ele reuniu o que restava de fôlego e gritou:


— Corram para as estátuas que estão segurando instrumentos musicais!!

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