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Solo Leveling – Capítulo 3

O Início do Ataque

A expressão de Ju-Hui estava péssima.


Ao vê-la assim, Sung Jin-Woo sentiu o estômago gelar.


— O que foi? Está se sentindo mal?


— A-aquilo… ali…


O dedo trêmulo dela apontava para a estátua gigante do deus.


Mais especificamente… para o rosto.


Jin-Woo olhou.


Não parecia diferente de antes.


— …?


Ju-Hui engoliu em seco.


— O-os olhos… os olhos da estátua… se moveram. Eles olharam para nós. Agora há pouco.


— O quê?


Ele tornou a observar, repetidas vezes.


Nada havia mudado.


— Deve ter sido impressão sua…


Mas ela não parecia sequer ouvi-lo. Mantinha a cabeça baixa, agarrada ao braço dele, tremendo ainda mais.


Espere…


Foi então que ele também sentiu.


Um silêncio estranho.


Pesado.


Antinatural.


Não havia som algum.


Nem mesmo o crepitar das tochas.


— Primeira lei.


A voz de Song ecoava enquanto lia a placa de pedra.


— Reverencie o deus. Segunda lei: exalte o deus. Terceira lei…


Ele engoliu em seco.


— Prove sua devoção. Aqueles que não obedecerem às leis… não sairão daqui com vida.


Foi nesse instante.


BOOOM!


Um estrondo sacudiu a câmara.


— O que foi isso?!


— De onde veio esse barulho?!


Jin-Woo foi o primeiro a entender.


— A porta! A porta fechou!


Todos se viraram.


A saída estava completamente selada.


— Droga! Chega disso!


O Caçador que desde o início fora contra avançar perdeu o controle e marchou até a porta.


— Vou embora. Fiquem aí com chefe e tesouro se quiserem!


Ele lançou um olhar cheio de ressentimento para Song e agarrou a maçaneta.


Então aconteceu.


Os olhos de Song se arregalaram.


— NÃO!!


SPLASH!


A parte acima do pescoço do homem simplesmente desapareceu.


O corpo sem cabeça tombou no chão.


Gritos explodiram.


A estátua de pedra ao lado da porta — segurando uma maça de aço — retornou calmamente à posição original, coberta de sangue fresco.


— Aquela coisa… se mexeu?!


— Quer dizer que todas podem se mover?!


— Como vamos lutar contra isso?!


— Eu nem vi o golpe!


Mas Jin-Woo sabia.


Isso é só o começo.


Ele lembrou do que Ju-Hui dissera.


Os olhos.


Um arrepio percorreu sua espinha.


Lentamente, virou o pescoço rígido.


A estátua do deus o encarava.


Os olhos negros tornaram-se vermelhos.


Um instinto primitivo gritou dentro dele.


Algo vinha.


Algo impossível de enfrentar.


— ABAIXEM-SE!!


No mesmo instante, feixes vermelhos dispararam dos olhos da estátua.


Jin-Woo puxou Ju-Hui e a jogou no chão com ele.


BUZZZZ!!


O raio passou pelo ponto onde ele estava um centésimo de segundo antes.


Perto demais.


Infelizmente, nem todos tiveram a mesma sorte.


Os que foram atingidos… evaporaram.


Cinzas caíram onde antes havia pessoas.


Dos dezessete Caçadores, apenas onze restaram.


O silêncio que se seguiu foi ainda pior que o ataque.


— O que foi isso…?


— Isso não pode ser real…


Alguns olharam para Jin-Woo com horror e gratidão.


Se ele não tivesse gritado…


Enquanto ainda estava de bruços, Jin-Woo encarava a estátua.


Os olhos continuavam vermelhos.


Mas não dispararam novamente.


O ataque acabou?


Abaixo dele, Ju-Hui tremia violentamente.


Era por isso que, mesmo sendo Rank B, ela trabalhava para a Associação em incursões simples. Não suportava ambientes extremos.


A respiração dela ficava cada vez mais irregular.


Ele precisava fazer algo.


Tentou se levantar, mas uma mão o empurrou de volta ao chão.


— Não se mexa.


Era Song.


— Ninguém se mova! Fiquem exatamente onde estão!


Ele analisou o ambiente, depois olhou para Jin-Woo.


— Só quem se mexeu morreu. Quem obedeceu ao seu aviso sobreviveu.


— Parece que sim…


— Achei que tivesse percebido algo.


— Não… só senti que algo perigoso vinha.


Os olhos de Song brilharam.


Instinto afiado… e é só Rank E?


Foi então que Jin-Woo percebeu algo horrível.


— S-Senhor… seu braço…!


O braço esquerdo de Song… não estava mais lá.


— Não é nada. Ainda aguento.


Sem demonstrar dor, ele arrancou a própria camiseta e improvisou um torniquete.


— Me ajude a amarrar.


Conseguiram estancar o sangramento.


Song soltou um suspiro longo.


O tempo passava.


Alguns começaram a chorar.


— Não podemos ficar assim para sempre!


Tinham razão.


Mas se se movessem… morreriam.


Se tentassem correr para a porta… as estátuas guardiãs atacariam.


Era um beco sem saída.


Ou melhor…


Um jogo com regras.


As estátuas só atacavam sob certas condições.


Os guardiões da porta atacavam quem se aproximava.


O deus disparava quando alguém se erguia.


Não era um massacre aleatório.


Era um sistema.


Regras… leis…


A placa.


“As Leis do Templo de Karutenon.”


Primeira lei: Reverencie o deus.


O coração de Jin-Woo acelerou.


— Você disse algo? — perguntou Song.


Ele levou o dedo aos lábios.


Precisava pensar.


Se estivesse certo…


Lentamente, começou a se levantar.


— Não! — Song tentou impedir.


Mas Jin-Woo balançou a cabeça.


Ele encarou a estátua e se ergueu.


Os olhos vermelhos focaram nele.


O raio disparou.


Ele se atirou ao chão por um fio de cabelo.


Alguns fios queimaram.


Seu rosto ficou a centímetros da morte.


Deitado, ofegava.


Mas tinha confirmado.


Enquanto permanecesse baixo… nada acontecia.


A estátua só atacava quando alguém ultrapassava certa altura.


Ela não reagia ao movimento.


Reagia à postura.


Reverencie o deus.


A primeira lei.


O significado estava claro.


E, pela primeira vez desde que entraram ali…


Sung Jin-Woo havia encontrado uma pista para sobreviver.

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