Solo Leveling – Capítulo 5
A Prova Final
Todos os Caçadores ainda vivos ouviram o grito de Jin-Woo.
— Instrumentos?!
Uma centelha de esperança brilhou nos olhos deles.
Diferente de quando ele mandou que se ajoelhassem, desta vez ninguém hesitou.
Se ele estivesse errado, morreriam no instante em que se aproximassem das estátuas com instrumentos. Ainda assim, ninguém questionou.
Song foi o primeiro a alcançar uma delas.
Ofegante, ergueu o rosto.
Então—
Os dedos da estátua se moveram.
Cling, clang.
Uma melodia suave preencheu o ar.
— Está funcionando!!
— Corram para as estátuas com instrumentos!!
Uma após outra, começaram a tocar.
Trompete. Flauta. Lira.
Kim caiu de joelhos diante de uma estátua que segurava um instrumento de cordas.
Ttring… ttring…
Assim que a música começou, a estátua do deus deixou de persegui-lo.
Kim chorava de alívio.
Mas o deus se virou.
Procurando.
E encontrou Jin-Woo.
— Droga…
Ele correu com tudo que tinha.
A estátua atrás dele não tocava.
Era uma estátua com tambor.
Nada acontecia.
— Por quê?! Por que não funciona?!
A estátua do deus se aproximava a uma velocidade absurda.
O chão tremia.
Será que… não toca porque estamos em dois? Eu e Ju-Hui?
Não havia tempo.
Ele a colocou no chão.
— Se ficarmos juntos, morremos.
Ela segurou sua manga, chorando.
Ele soltou sua mão com cuidado e correu na direção oposta.
Ao olhar para trás—
A estátua atrás de Ju-Hui começou a tocar o tambor.
Ela estava salva.
Agora só faltava ele.
O deus concentrava toda sua fúria apenas em Jin-Woo.
Ele desviava por centímetros.
Caía.
Rolava.
Levantava.
Mesmo sendo Rank E, ainda era do tipo combate corpo a corpo.
Isso o mantinha vivo.
— Só mais um pouco…!
A poucos metros—
— Não!! Essa não!!
O aviso de Song veio tarde.
O que parecia instrumento era um escudo.
A estátua atacou.
Jin-Woo se jogou de lado.
Quando parou de rolar, ergueu o rosto—
E a estátua do deus estava bem diante dele.
Seu campo de visão era tomado apenas por pedra colossal.
O sangue escorria de sua testa.
Ele procurou desesperadamente.
Instrumento… instrumento…
Nada.
A perna da estátua ergueu-se acima dele.
Ele rolou de novo.
Mas estava no limite.
A tontura o dominava.
Então viu.
Uma estátua que não segurava arma nem instrumento.
Segurava um livro.
É isso.
Ele rastejou até ela.
Deitou-se, sem forças.
A estátua do deus parou diante dele.
Olhou-o como um inseto encurralado.
Acabou.
Mas então—
Uma voz ecoou atrás dele.
Suave.
Divina.
Os lábios da estátua com o livro se moveram.
Um canto celestial preencheu a câmara.
O rosto furioso do deus começou a suavizar.
As feições distorcidas voltaram ao estado neutro.
Quando o canto terminou, a estátua se virou.
E retornou ao trono.
Como se nada tivesse acontecido.
Jin-Woo sorriu, fraco.
— Sobrevivi…
Ju-Hui correu até ele, chorando.
Tentou curá-lo.
Mas nada mudava.
Os outros se aproximaram em silêncio.
Por que estavam com aquela expressão?
Ele tentou se levantar.
Então viu.
Sangue.
Muito sangue.
Abaixo do joelho direito…
Não havia nada.
Sua perna estava no chão, perto da estátua com escudo.
O sangue ainda pingava.
Ju-Hui continuava forçando magia, até começar a sangrar pelo nariz.
— Já chega… pode parar…
— Eu vou curar você!
Mas curandeiros Rank B não regeneravam membros perdidos.
Era como despejar água num jarro quebrado.
Dos dezessete que entraram, restavam seis.
E dois estavam mutilados.
Song sem um braço.
Jin-Woo sem uma perna.
Então—
RUMBLE!!
O círculo mágico no centro da câmara começou a se erguer.
Uma plataforma.
Um altar.
— A terceira lei… — murmurou Jin-Woo. — Prove sua devoção.
Os olhares se voltaram para ele.
Agora suas palavras eram lei.
Kim foi o primeiro a entender.
— Entendi… é isso.
Ele desembainhou a espada.
O metal brilhou frio.
— Provar devoção… e um altar aparece? Então é óbvio.
Sua lâmina apontou para Jin-Woo.
— Não precisamos de um sacrifício, Sr. Sung?
O coração de Jin-Woo afundou.
Ele também havia chegado à mesma conclusão.
Um dos seis precisava ser oferecido.
Mas então percebeu algo pior.
Os olhos de Kim não estavam gentis.
Song se levantou lentamente.
— O responsável sou eu.
— Exatamente, velho — disse Kim, apontando a espada para ele. — Quem nos trouxe até aqui foi você.
A lâmina indicava o altar.
— Mais de dez morreram por sua causa.
O clima ficou pesado.
A prova final havia começado.
E, desta vez…
O inimigo não era apenas a estátua.