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Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka. – Volume 1 – Epílogo

EPÍLOGO

Mito da Familia


Era logo depois da quinquagésima tentativa fracassada de Hestia de recrutar alguém para sua Familia.


Com os ombros caídos, ela acabou vendo as costas de alguém que parecia tão solitário quanto ela.


Pelo porte, dava para dizer que era humano. O garoto magro, de cabelos brancos, caminhava pela cidade com os ombros igualmente curvados.


Hestia ficou curiosa.


Então decidiu segui-lo por um tempo.


Escondeu-se nas sombras entre os prédios, tomando cuidado para não fazer barulho e ser notada.


Tap, tap, tap.


Ela foi atrás dele.


Ao que parecia, o garoto estava tentando entrar em alguma Familia.


Ele ia de uma casa de Familia para outra… e em todas era recusado na porta.


Hestia o seguiu por não menos que dez Familias diferentes, até que o garoto, exausto, acabou se sentando na beira da rua.


O garoto solitário ergueu o olhar, observando pela metade a multidão que passava.


Ele estava procurando um lugar ao qual pudesse pertencer.


Se fosse deixado assim…


Talvez morresse de solidão.


Foi o que Hestia pensou ao observar aquele rosto pálido.


— Ei! Você aí! Esses becos são perigosos. Não devia ficar andando por eles, sabia?


O garoto percebeu que alguém falava com ele.


Ele estava prestes a entrar em um beco quando ouviu a voz de uma desconhecida.


Surpreso, virou-se — e encontrou Hestia.


— O-obrigado… ahn… quem é você? Você se perdeu aqui sozinha?


— …Quem parece perdido aqui é você, não acha?


Foi o pior tipo de encontro possível.


Não era a primeira vez. Sempre que conheciam Hestia pela primeira vez, as pessoas acabavam tratando-a como uma criança.


Mas assim que o garoto percebeu quem ela realmente era, começou a pedir desculpas repetidamente, quase em pânico.


— Ohh… então não importa a qual Familia você vá, todos recusam você na porta?


— S-sim…


Fingindo que não sabia de nada, Hestia lançou alguns olhares discretos para o garoto.


Ele não parecia muito confiável à primeira vista…


Mas também não havia nada de errado com ele.


Na verdade…


Ela até que gostou dele.


Só por essa breve conversa já dava para perceber que, para o bem ou para o mal, ele ainda era um garoto.


— Bem… veja só… hum… eu estou procurando um aventureiro para entrar na minha Familia agora mesmo.


— Que coincidência, não acha…?


Havia um tom de desespero quase doloroso na voz de Hestia.


Ela ainda não tinha conseguido recrutar nem um único aventureiro.


— Eu entro! Por favor, deixe-me entrar!


— …Tem certeza de que está tudo bem em entrar para uma Familia como a minha?


— Sim, claro! Mas… tem certeza de que alguém como eu é bem-vindo?


Depois disso, tudo aconteceu muito rápido.


Os dois se apresentaram cheios de entusiasmo…


E assim nasceu a Hestia Familia.


— Muito bem, Bell! Venha comigo! Vamos oficializar sua entrada na minha Familia!


— S-sim!


Ela o levou até uma livraria velha e desgastada.


Um homem humano mais velho estava atrás do balcão.


Ao ver Hestia entrar, ele balançou a curta barba branca.


— Ah, senhorita Hestia. Se veio falar sobre sua Familia, ainda digo não.


— Não é isso! Podemos usar o quarto lá de cima, senhor?


— Ah, ah… isso não tem problema. Só coloquem os livros de volta nas prateleiras quando terminarem.


Hestia pegou a mão de Bell e o levou escada acima.


O quarto lá em cima tinha um cheiro forte de madeira antiga.


Estantes cheias de livros ocupavam todas as paredes.


Havia até pilhas de livros empilhadas no chão.


Como Hestia não tinha dinheiro para comprar livros, ela fez amizade com o dono da loja e costumava vir ali para se perder na leitura.


— Certo, tire suas roupas e sente-se aqui.


— M-minhas roupas?


— Ah, só a camisa já basta. Vou gravar minha bênção em você agora.


Hestia mal conseguia esconder a empolgação enquanto começava o trabalho, gravando sua Falna nas costas de Bell.


Ela já tinha decidido há muito tempo…


Que daria sua primeira bênção a uma criança neste quarto.


Começar em um lugar cercado por aquilo que ela amava parecia perfeito.


Afinal…


O que poderia ser melhor do que começar uma nova história cercado por tantos livros?


— Bell, por que você quis se tornar um aventureiro?


— Bem… na verdade… desde pequeno eu queria conhecer garotas, como os heróis de Dungeon Oratoria…


— Conhecer garotas…? Você quis virar aventureiro por causa disso…?


— Não é só isso! Conhecer garotas é o auge! É o romance de um homem!


— Meu avô, que me criou, sempre dizia que “haréns são o melhor”!


— Acho que seu avô estava enganado…


Hestia terminou de gravar sua Falna rapidamente.


Agora havia várias marcas negras nas costas de Bell.


Ela passou as mãos sobre elas.


Pareciam a primeira página de um antigo clássico, escrita em hieróglifos.


Esse “livro” era chamado de status.


Então… vamos ver que caminhos você já percorreu…


Excelia…


Ela registrava tudo o que uma pessoa havia feito, transformando isso em status.


Em outras palavras…


Era a história de alguém que recebeu a bênção de um deus.


O deus observava tudo que sua família fazia e registrava aquilo nas costas do aventureiro.


Agora, cabia a Hestia continuar escrevendo a história de Bell.


— …Muito bem, Bell. Dê o seu melhor! Nossa Familia começa agora.


— S-sim!


A luz dourada do sol entrou pela janela, iluminando a poeira que flutuava no ar.


Era como se todos os incontáveis livros ao redor deles estivessem celebrando o nascimento de uma nova história.


Hestia sorriu ao ver todas as páginas em branco ainda esperando para serem preenchidas nas costas de Bell.


A partir daquele dia…


Sua história seria escrita por ela.


Uma história que se entrelaçaria com a de muitos outros.


Uma história repetida inúmeras vezes desde a antiguidade:


A história de um aventureiro.


O herói protegido pelos deuses.


O garoto caminhará por esse caminho.


A deusa registrará seus passos.


Familia Myth.

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