Goblin Slayer - Volume 1 – Capítulo 1.1
Interlúdio — Os Deuses
Em algum lugar que não é aqui. Num ponto imensamente distante e, ao mesmo tempo, assustadoramente próximo.
Rola, rola — uma certa divindade lança os dados.
Ela parece uma garotinha doce, e seu nome é Ilusão.
Vez após vez, ela joga. Tem sido um dia razoavelmente bom, e um sorriso leve dança em seus lábios.
Mas dados não se importam com a vontade dos deuses.
Com um pequeno suspiro fofo, Ilusão esconde o rosto.
Oh! Que resultado terrível. Ela não consegue nem olhar.
Mas, por mais bonita ou gentil que seja, nem mesmo Ilusão pode alterar os números que caem nos dados.
Nenhum equipamento, nenhuma estratégia pode ajudar.
Chame de sorte ou de destino — certas coisas simplesmente acontecem.
Ilusão se deixa cair, abatida, enquanto um dos deuses aponta para ela e ri.
O nome dele é Verdade. Eu avisei, diz ele, tomado por uma alegria cruel, batendo palmas.
Afinal, Verdade não conhece freios. É implacável.
Ele diz que ela foi tola ao apostar numa jornada tão repleta de riscos.
Ilusão resmunga para si mesma, mas não há nada que possa fazer.
Ela própria não se contém quando lida com aventureiros guiados pelo destino.
Então como poderia reclamar quando seus próprios aventureiros acabam morrendo?
É simplesmente assim que as coisas funcionam.
Ao ouvir isso, alguns protestariam contra a ideia de deuses tratando humanos como brinquedos.
Mas que caminho existe que não seja influenciado pela sorte ou pelo destino?
Quando todos os seus aventureiros estão mortos, porém, não há mais o que fazer.
É lamentável, mas esta aventura chegou ao fim.
Prepare novos aventureiros e tente outra vez.
Desta vez vai dar certo. Com certeza esses novos irão—
Nesse instante, as duas divindades percebem que um novo aventureiro surgiu sobre o tabuleiro.
Verdade solta um grunhido de repulsa.
Ilusão se sobressalta, delicada.
Ele chegou.