Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka. – Volume 1 – Capítulo 2
É Por Isso Que Eu Corro
“… nn.”
A base da Familia Hestia—o quarto escondido abaixo de uma igreja velha.
O quarto é subterrâneo, então, naturalmente, não há raios de sol pela manhã ou galos cantando para me acordar. É só por hábito que eu me levanto em um horário certo.
Eu costumava acordar cedo para trabalhar nos campos da minha cidade natal no interior. Desenvolvi um relógio biológico bem preciso—bem ali na minha barriga.
… Às cinco da manhã, pontualmente.
Só para ter certeza, levanto a cabeça para olhar o relógio na parede. Embora esteja meio escuro aqui, não é completamente escuro graças a uma lâmpada de pedra mágica no teto. Meus olhos nem precisam se ajustar.
Engenheiros humanos descobriram como fazer lâmpadas de pedra mágica. Os deuses chamam isso de “tecnologia de ponta.” Foi a descoberta do século. Até os deuses reconheceram a influência das técnicas de engenharia humana. Essas coisas são incríveis!
A deusa e eu tivemos uma pequena festa ontem à noite. Quando ficamos com sono, eu deixei a cama para ela e fui dormir no sofá como de costume. Claro, não é tão largo, mas eu já estou acostumado.
Eu piso os olhos algumas vezes para tirar o sono deles. Devo levantar, lavar o rosto e me preparar para... Hã?
Tem algo em cima de mim. Não são os lençóis—é redondo e extremamente leve. Eu estou respirando normalmente; caso contrário, teria percebido antes.
Mas o que é isso? Talvez se eu tocasse… Não pode ser! É a deusa!
Ela está dormindo com o rosto enterrado no meu peito. Ha-ha… imagina só.
Ela andou dormindo?
Acho que há uma primeira vez para tudo, mas agora eu tenho que descobrir como sair dessa enrascada.
“… nn.”
A base da Familia Hestia—o quarto escondido abaixo de uma igreja velha.
O quarto é subterrâneo, então, naturalmente, não há raios de sol pela manhã ou galos cantando para me acordar. É só por hábito que eu me levanto em um horário certo.
Eu costumava acordar cedo para trabalhar nos campos da minha cidade natal no interior. Desenvolvi um relógio biológico bem preciso—bem ali na minha barriga.
… Às cinco da manhã, pontualmente.
Só para ter certeza, levanto a cabeça para olhar o relógio na parede. Embora esteja meio escuro aqui, não é completamente escuro graças a uma lâmpada de pedra mágica no teto. Meus olhos nem precisam se ajustar.
Engenheiros humanos descobriram como fazer lâmpadas de pedra mágica. Os deuses chamam isso de “tecnologia de ponta.” Foi a descoberta do século. Até os deuses reconheceram a influência das técnicas de engenharia humana. Essas coisas são incríveis!
A deusa e eu tivemos uma pequena festa ontem à noite. Quando ficamos com sono, eu deixei a cama para ela e fui dormir no sofá como de costume. Claro, não é tão largo, mas eu já estou acostumado.
Eu piso os olhos algumas vezes para tirar o sono deles. Devo levantar, lavar o rosto e me preparar para... Hã?
Tem algo em cima de mim. Não são os lençóis—é redondo e extremamente leve. Eu estou respirando normalmente; caso contrário, teria percebido antes.
Mas o que é isso? Talvez se eu tocasse… Não pode ser! É a deusa!
Ela está dormindo com o rosto enterrado no meu peito. Ha-ha… imagina só.
Ela andou dormindo?
Acho que há uma primeira vez para tudo, mas agora eu tenho que descobrir como sair dessa enrascada.
A Família Loki estava em uma espécie de "expedição".
Eles encontraram um grupo de Minotauros no caminho de volta, mas não conseguiram derrotá-los todos.
Os Minotauros restantes correram em direção à superfície. Conseguiram alcançar o último deles no quinto nível inferior.
Foi lá que a Srta. Wallenstein deu o golpe final.
E naquele exato momento…
“Sim, e ali! Aquele ‘aventureiro’! Maldito novato!”
…Eu.
“Se meteu em uma enrascada, igual a um coelhinho! Tremendo como um, também! Tadinho, quase explodiu de nervoso!”
Cada centímetro do meu corpo está queimando. Eu posso explodir a qualquer momento.
“Ah? O que aconteceu com o garoto? Ele ficou bem?”
“Aiz aqui despachou o Minotauro no último segundo, não foi?”
“……”
Minha mandíbula não consegue se fechar. Meus olhos estão fixos naquele cara, meu pescoço não se move um centímetro em nenhuma direção. Algo vai ceder.
Ele levanta as sobrancelhas, aumentando sua presença masculina.
“O garoto tomou a explosão de sangue daquela vaca fedida—ficou ensopado! Então, menino tomate! Gya-ha-ha-ha-ha—ahhh! Ai, minhas costelas!!!”
“Uau…”
“Aiz, por favor, me diga que você não estava tentando fazer isso! Estou te implorando!”
“…Não, não estava.”
O cara-animais ri tanto que está quase chorando. O resto da mesa também. Eles estão rindo de mim. Até os clientes ao redor tentam segurar o riso.
“E escuta isso! Menino tomate! Ele saiu correndo, gritando a plenos pulmões! Gya-ha-ha-ha! Nossa princesa o salva, e ele só sai correndo!”
“…Hm.”
“GYA-HA-HA-HA-HA! Absolutamente impagável! Aizee assusta um novato! Você é demais!”
“Ha-ha-ha… Desculpa, Aiz, mas não aguento mais!”
“……”
“Não faça essa cara de assustador! Vai acabar com seu rostinho fofo!”
A mesa inteira da Família Loki explode em risadas.
Eu sinto como se tivessem aberto um buraco no meu peito.
É como se o mundo todo estivesse naquela esquina.
“Hum… B-Bell?”
Eu ouço a voz da Syr, mas entra por um ouvido e sai pelo outro.
A conversa deles recomeça.
“Mas sério, faz tanto tempo que não vejo algo tão patético! Tão nojento que eu poderia chorar!”
“…Hmmm.”
“O que diabos ele estava fazendo? Se vai chorar feito uma garotinha, nem deveria estar lá embaixo! Certo, Aiz?”
“……”
Eu quase posso ouvir minha cabeça ruindo.
“São aventureiros fracos como ele que nos dão uma má fama. Já podia ter desistido dessa vida!”
“Cala a boca, Bete! Foi erro nosso que fez os Minotauros escaparem! O garoto não teve nada a ver com isso! E para de beber! Aprende a ter respeito!”
“Oh-oh! Você, elfas e seu orgulho! Mas e aí, qual o motivo de proteger essa porcaria? Dizer que foi nossa culpa—você está se enganando! Só para manter seu orgulho! Lixo é lixo! O que tem de errado em chamar as coisas pelo nome?”
“Ei, ei! Já chega! Bete, Reveria, relaxem! Vocês estão matando o clima!”
—tick, tick, tick—
“Eh, Aiz! O que achou dele—do patético pedaço de lixo tremendo na sua frente? Você acha que ele merece estar ao nosso nível como aventureiro?”
“…Eu não culpo ele por ter agido assim nas circunstâncias.”
—tick, tick, tick, tick, tick, tick—
“Por que você está fazendo esse papel de boazinha? Então vou mudar a pergunta. Ele ou eu—quem é mais interessante?”
“…Bete, você está bêbado?”
“Cala a boca! Agora, Aiz! Escolha! Como mulher, qual macho mexe com você? Qual macho te deixa quente?”
—tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick—
“…Não tenho razão para responder essa pergunta, especialmente para você, Bete.”
“Você é absurda…”
“Cala a boca, velha!… E se aquele pedaço de lixo chegasse em você e dissesse que gosta de você—você o aceitaria?”
“…Hm.”
—tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick—
“Claro que não! Por que um garotinho tão fraco, frágil e totalmente nojento teria direito sequer de ficar ao seu lado? Não tem chance de ser suficiente!”
“Um garotinho nunca conseguiria a Aiz Wallenstein!”
Eu me levanto, a cadeira voando para trás.
Eu arranco os olhos da mesa e corro em direção à porta.
“Bell?!”
A rua está cheia de pessoas e prédios, mas eu não me importo. Me concentro em fugir. Alguém está chamando meu nome, mas agora é só som.
Está bem escuro, mas eu não me importo. Já fui.
“Bell?!”
Uma jovem garçonete segue a sombra do garoto que sai correndo do bar. Alguns dos outros clientes percebem que algo aconteceu, mas foi tão rápido que ninguém sabe o que realmente aconteceu.
Confusão se espalha pelo salão principal do bar.
“Alguém fugiu sem pagar?”
“No Mommy Mia’s? O cara tem coragem, isso é certo!”
Bete e os outros aventureiros na mesa do canto ignoram os comentários dos outros clientes, mas Aiz se levanta.
Seus olhos bem treinados passam pela multidão e pegam uma visão clara da sombra, antes que ela desapareça.
Um corpo fino com cabelo branco.
Olhos cor de rubi ligeiramente abaixados brilham por baixo da franja—igual ao garoto de ontem.
Será que pode ser…?
Ela se move para a frente do prédio e se apoia em um pilar na entrada para olhar lá fora.
Olha para a direita e só consegue ver a garçonete correndo na multidão na Rua Principal.
O garoto não está mais à vista.
Bell…
Ela murmura o nome que a garçonete gritou naquela noite.
Por algum motivo, ela ouve o nome dele mais claramente do que as vozes de seus companheiros, que a tocam nas costas.
“Ei- ei, Aizu, o que está fazendo?”
“……”
Uma mulher deixou a mesa e agora está atrás de Aiz. Ela envolve seus braços ao redor do corpo da loira. A mulher aperta os quadris de Aiz contra suas costas e dá uma apertadinha—corpo e peito. Aiz perde o fôlego por um momento.
Se essa pessoa não fosse a própria deusa Loki—ou pelo menos uma mulher—ela teria sido tratada rapidamente. Aiz se segura, incapaz de simplesmente empurrá-la.
No entanto, ela não precisa aguentar isso. Ela pega o braço que está ao redor de sua cintura e dá um cotovelo nele. Loki se afasta surpresa, dando espaço suficiente para Aiz girar e enterrar sua palma na bochecha da deusa.
“Chee, você é animada! Não parece nada, Aizu!”
“Mãos para você.”
Loki parece chocada e prestes a chorar, mas logo sorri, com a marca vermelha de Aiz ainda pulsando em sua face. Ela olha para o céu e grita, “Tímida e fria! Meu tipo total!”
Aiz não consegue olhá-la. É muito embaraçoso.
“Não faça essa cara. Se o Bete está te incomodando, eu vou mandar o Mommy Mia pendurá-lo lá fora!”
Loki deve ter entendido errado por que Aiz deixou a mesa.
Olha para dentro e os membros do grupo estão segurando o jovem homem animal enquanto a elfa com quem ele discutiu antes o amarra.
A elfa sorri enquanto fica em pé sobre ele, seu pé pressionando-o contra o chão.
“Hee-hee, Aizu. Volta já.”
“……”
Loki coloca o braço ao redor do ombro de Aiz e a guia para dentro. Aiz resiste o suficiente para olhar para fora mais uma vez.
Mesmo com as lâmpadas de pedras mágicas iluminando a rua movimentada, o garoto já se foi.
Nuvens de tempestade pairam no céu noturno; pode chover a qualquer momento.
Maldito! Maldito! Maldito!!!!
Bell está correndo. Lágrimas caem de seus olhos tortos, caindo ao chão atrás dele.
Os eventos da última hora se repetem em sua mente.
Ele está tão envergonhado, tão humilhado, tão ridicularizado que, pela primeira vez na vida, ele só quer desaparecer.
Por que sou tão maldito estúpido?!?!
Cada uma das palavras daquele cara animal corta mais fundo a cada vez que ele as ouve.
Fraco, frágil, lixo, pequeno, nojento, patético, nojento, garotinha…
A pergunta que queima em sua mente não é “O que eu posso fazer para chegar perto dela?”
É “Se eu não fizer algo, nem tenho o direito de ficar ao lado dela.”
As palavras daquele cara animal—e os rostos rindo ao seu redor—despertam desejos violentos dentro de Bell.
Mas ele está bravo consigo mesmo—com seu eu inútil e esperando o melhor.
Isso dói… dói…! DÓI!!!
Dói saber que tudo o que aquele cara disse é absolutamente verdade.
Dói que ele não conseguiu responder, se defender.
Dói saber que ele não é mais do que uma pedra engraçada na beira da estrada para ela.
Dói muito não ter nem o direito de falar com ela.
“………Eh?”
Seus olhos cor de rubi olham para cima, absorvendo a cena diante dele.
A entrada do Calabouço o espera sob a torre branca, porta aberta.
Ele vai entrar—para provar que todos estão errados.
Segurando as lágrimas, Bell corre em direção à base da torre.