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High School DxD – Volume 3 - Capítulo 3

Vida. 3 - O Plano Para Destruir a Espada Sagrada!

“Nããããooooo!! Eu vou embora!! Vou pra casa!!”


Saji gritava enquanto tentava fugir desesperadamente. Koneko-chan se agarrou a ele e não deixou que escapasse. Quando sugeri o plano para destruir a Excalibur, Koneko-chan pensou por alguns instantes… e concordou.


— Eu também vou ajudar. É por causa do Yuuto-senpai, não é?


Como esperado da Koneko-chan! Já o Saji ficou pálido na mesma hora e tentou sair correndo. Mas, claro, Koneko-chan o segurou.


— Hyoudou! Por que eu!? Isso é problema do seu grupo, não é!? Eu sou da Casa de Sitri! Eu não deveria me meter nisso! De jeito nenhum!!


Saji reclamava, quase chorando.


— Não fala assim, Saji. O único Demônio que eu conheço que parece disposto a me ajudar é você.


— Mentira! Não tem a menor chance de eu ajudar vocêêêê! Eu vou morrer! Vou ser morto pela Kaichouuu!!


Oooh… dá pra ver o medo estampado no seu rosto. A Kaichou deve ser realmente assustadora, hein.


— A sua mestra, a Rias-senpai, pode até ser rígida e gentil! Mas sabe a Kaichou!? Ela é rígida… E rígida de novo!


Pois é. A Buchou é rígida, mas também é gentil. Certo? Então a Kaichou é só rígida mesmo, hein… boa sorte com isso.


Depois de tomar minha decisão, eu saí pela cidade procurando Shidou Irina e Xenovia junto com a Koneko-chan e o Saji.


— Ei, Koneko-chan… você sabe que o Kiba é uma vítima do “Projeto Holy-sword” e que ele guarda rancor da Excalibur, não sabe?


Koneko-chan assentiu em resposta.


— Quando a Irina e a Xenovia vieram falar conosco, elas disseram isso:


A Igreja decidiu que seria melhor eliminar todas as Excaliburs do que deixá-las cair nas mãos dos Anjos Caídos. Nosso objetivo mínimo é afastar as Excaliburs deles.


— Ou seja… elas precisam destruir as Excaliburs roubadas ou recuperá-las, certo?


— …Sim. Exatamente.


— Foi por isso que eu pensei que poderíamos ajudar a recuperá-las. Fazendo do Kiba a peça principal do plano. Três espadas foram roubadas, então elas não devem se importar se recuperarmos ou quebrarmos uma delas.


— …Você quer que o Yuuto-senpai supere a Excalibur e realize o desejo dele, não é?


Isso mesmo. Eu sorri e balancei a cabeça. Se isso acontecesse, Kiba conseguiria sua vingança… e tudo ficaria bem. Ele continuaria trabalhando como Demônio ao nosso lado, sorrindo. Pelo menos, era isso que eu acreditava.


— O Kiba quer vencer a Excalibur e cumprir a vingança dele e dos antigos companheiros. A Xenovia e a Irina querem recuperar as Excaliburs dos Anjos Caídos, mesmo que precisem destruí-las. Então nosso objetivo é o mesmo. O que resta saber é se aquelas duas vão ouvir as palavras de Demônios.


— …Parece difícil.


— É… parece mesmo.


Assim como a Koneko-chan disse, as chances não eram altas. E além disso…


— …Isso precisa ficar em segredo da Buchou e dos outros membros.


Era exatamente isso. Não podíamos deixar que a Buchou e a Akeno-san soubessem. A Buchou com certeza se oporia.


Mesmo que seja pelo Yuuto, não podemos nos envolver em problemas que envolvam Anjos.


Era exatamente isso que ela diria. Afinal, ela é uma Demônio de alta classe. Quando fomos resgatar a Asia, ela também foi contra. E eu também precisava manter isso em segredo da Asia — ela simplesmente não sabe mentir.


— …Se formos conversar com elas, isso pode acabar em briga… e a tensão entre nós pode ficar ainda pior.


Se isso acontecesse, seria o fim. Eu teria que fazer algo, mesmo que colocasse minha vida em risco. Uooo… talvez eu morresse mesmo…


— Por isso, vocês podem ir embora se quiserem. Koneko-chan. Saji. Se ficar perigoso, podem fugir.


— Me deixa fugir agoraaaa!! Isso é horrível! Se eu fizer algo como destruir as Excaliburs sem permissão, a Kaichou vai me matar! Ela vai me torturaarrr!!


Calma, calma. Não chora e fica comigo. Se ficar perigoso, você pode correr.


— Talvez a negociação dê certo. Se der… eu vou precisar da ajuda de vocês.


— Uwaaaa! Isso é muito irresponsável! Eu vou morrer! Vou morrer com certeza!!


Você tem razão. Mas não há outros Demônios homens com quem eu possa falar. Estou contando com você, Saji.


— Eu não vou fugir. É por um companheiro.


……Koneko-chan disse isso com os olhos cheios de determinação. Essa garota… não importa o que diga, ela sempre carrega um fogo por dentro. Na luta contra o Phoenix, ela também estava assim. Acho que o sentimento dela pelos companheiros é muito forte.


Vinte minutos depois, ainda procurando pela cidade…

Não deveria ser fácil encontrar duas garotas de roupas brancas em missão secreta…


— Por favor, concedam bênçãos ao cordeiro perdido—


— Por favor, façam caridade em nome do Pai Celestial!


Achamos elas rapidinho. Duas garotas de vestes brancas, rezando no meio da rua. Chamavam atenção demais. As pessoas passavam olhando torto. Elas pareciam realmente encrencadas.


— Como isso é possível? Essa é a realidade de um país desenvolvido como o Japão? É por isso que eu não gosto de países que não têm o cheiro da nossa fé.


— Não diga isso, Xenovia. Perdemos todo o dinheiro que tínhamos. Se não dependermos da caridade desses hereges, não vamos nem conseguir comer. Aaah… não dá nem pra comprar um pão!


— Hmph. Tudo isso aconteceu porque você comprou aquele quadro com cara de falso.


Xenovia apontou para um quadro horrivelmente mal desenhado de um santo. O que era aquilo? Será que elas caíram num golpe?


— O que você está dizendo!? Esse quadro tem a imagem de alguém que parece um santo! Foi o que disseram na exposição!


— Então você sabe quem é a pessoa do desenho? Porque eu certamente não sei.


A figura parecia um estrangeiro, com roupas pobres e algo na cabeça. Ao fundo, havia um anjinho flutuando com uma trombeta.


— …Eu acho que é… São… Pedro…?


— Não brinca. São Pedro não teria essa aparência.


— Claro que teria! Tenho certeza!


— Aaah… por que meu parceiro tinha que ser alguém assim… Deus, isso também é um teste?


— Ei, não fica assim. Você se deprime fácil quando algo dá errado, né?


— Cala a boca! É por isso que os protestantes são chamados de hereges! Vocês têm crenças diferentes das nossas, católicas! Respeite mais os santos!


— O quê!? O problema é o catolicismo, que ainda segue as leis antigas!


— O que você disse, herege!?


— O que você disse, herege!?


As duas começaram a discutir, batendo a testa uma na outra…


GRRRRROOWL.


Então, à distância, ouvimos o som dos estômagos delas roncando. As duas caíram no chão, segurando a barriga.


— …Antes de tudo, precisamos encher nossos estômagos. Senão, nem faz sentido falar em recuperar Excaliburs.


— …Você tem razão. Que tal ameaçarmos os hereges para conseguir dinheiro? Acho que Deus nos perdoaria.


— Vai atacar um templo? Ou roubar a caixa de ofertas? Não faça isso. Vamos usar nossas espadas para uma apresentação. É um entretenimento internacional, funciona em qualquer país.


— Excelente ideia! Se cortarmos frutas com nossas Excaliburs, podemos arrecadar dinheiro!


— Bem… não temos frutas. Não tem jeito. Vamos cortar aquele quadro.


— Não! Você não pode cortar isso!


As duas começaram a discutir de novo. Com dor de cabeça, eu me aproximei delas.

Sério… elas não pareciam nem de longe as garotas com quem discutimos na sala do clube alguns dias atrás.


Parte 2 


— Delicioso! A culinária japonesa é deliciosa!


— Isso, isso! É isso! Esse é o sabor da comida da minha terra natal!


Irina e Xenovia começaram a encher o estômago com os pratos que pediram no restaurante familiar. Cara… elas comem demais. Elas são mesmo assassinas enviadas pela Igreja Cristã?


Quando nos viram mais cedo, estavam nos encarando com olhos famintos.


— Humm… nós vamos comer agora. Vocês querem vir com a gente?


Quando perguntei, elas responderam “sim” na mesma hora.


— Vendemos nossas almas aos demônios.

— Isso também faz parte do cumprimento da nossa missão.


Elas iam dizendo coisas assim no caminho até aqui. Eu estava preocupado com o dinheiro, mas a Koneko-chan disse que também ajudaria a pagar. Não é coisa de homem deixar uma garota pagar! Ainda mais sendo minha veterana… era isso que eu queria dizer. Mas depois de ver o quanto aquelas duas estavam comendo, eu estaria ferrado se não dividíssemos a conta. Is… isso também é pelo clube. Pelo nosso grupo. Maldição, Kibaaaa! Estou passando por tudo isso por sua causa! Eu com certeza vou fazer o Kiba me apresentar uma das clientes gostosas dele!

“Phew. Now I’m calm. It’s the end of the world to get helped by a Devil.”



Foi isso que a Xenovia disse.


— Ei. A gente está pagando a comida de vocês… e é isso que você tem a dizer?


Falei tentando segurar minhas emoções. Eu não podia falar com elas de forma ríspida. Se fizesse isso, não haveria negociação.


— Fiuuu! Obrigada pela refeição. Aaah, Deus, por favor conceda caridade a esses demônios.


Irina disse isso enquanto erguia a cruz.


— Auu!


Naquele instante, uma dor de cabeça me atingiu. O mesmo aconteceu com a Koneko-chan e com o Saji, que também levaram a mão à cabeça. Parece que nós, demônios, sofremos algum dano quando ela usou a cruz.


— Ah, desculpa. Fiz isso sem pensar.


Irina sorriu com um rostinho fofo. Olhando assim, as duas até parecem uma bishoujo. Xenovia tomou um gole de água, respirou fundo e então perguntou:


— Então… por que vocês vieram até nós?


!

Eu não esperava que ela fosse direto ao ponto. Bem, realmente não parecia que nosso encontro tinha sido por acaso.


— Vocês duas vieram a este país para recuperar as Excaliburs, certo?


— Isso mesmo. Já dissemos isso antes.


Nenhuma das duas demonstrava hostilidade. Afinal, tinham acabado de comer. Não fazia sentido começar uma luta dentro de um restaurante familiar. E mesmo que lutássemos ali, elas pareciam confiantes de que poderiam nos derrotar facilmente.


— Eu quero ajudar vocês a destruir as Excaliburs.


As duas arregalaram os olhos ao ouvir isso. Depois, trocaram olhares entre si.


GULP.


Engoli em seco e esperei pela decisão delas. Que medo. Muito medo. Se elas recusassem, estaríamos completamente ferrados. Isso poderia virar uma batalha entre Anjos, Anjos Caídos e demônios! Pensando bem, as Excaliburs devem ser algo extremamente importante. Talvez destruir uma delas junto com demônios como nós fosse visto como uma afronta… Eu estava preocupado com tudo isso quando Xenovia finalmente abriu a boca.


— É… talvez não seja um problema deixar uma espada com vocês. Se conseguirem destruí-la, claro. Mas garantam que suas identidades não sejam reveladas. Também não queremos que nossos superiores ou inimigos pensem que estamos ligados a vocês.


……Eu fiquei de boca aberta. Não esperava que ela nos desse permissão assim tão facilmente. Tudo bem mesmo? Você está falando sério? De verdade?


— Ei, Xenovia. Você tem certeza? Mesmo sendo o Ise-kun, ele ainda é um demônio, sabe?


Irina levantou uma objeção. Bem, essa era a reação mais normal possível.


— Irina, para falar a verdade, seria extremamente difícil recuperar as três Excaliburs e ainda enfrentar o Kokabiel só nós duas.


— Eu sei disso. Mas…!


— Nosso objetivo mínimo é destruir as três Excaliburs ou recuperá-las. Se as nossas também correm o risco de serem roubadas, então é melhor quebrá-las antes que isso aconteça. Mesmo usando nosso último recurso, há apenas 30% de chance de concluirmos a missão e voltarmos para casa com vida.


— Ainda assim, achamos que essa chance era alta o suficiente para vir até este país preparados para colocar nossas vidas em jogo.


— Sim. Nossos superiores também nos ordenaram que continuássemos a missão e nos enviaram para cá. É quase um sacrifício.


— E não é isso que nós, os fiéis, desejamos?


— Eu mudei de ideia. Minhas crenças são flexíveis. Por isso posso agir da melhor maneira possível.


— Você…! Eu já vinha pensando nisso há um tempo, mas a sua fé é meio estranha!


— Não vou negar isso. Mas acredito que seja nosso dever cumprir a missão e voltar com vida. Eu quero viver e continuar lutando por Deus. Estou errada?


— …Você não está errada. Mas…


— É por isso que não vamos pedir ajuda aos demônios. Em vez disso, vamos pedir ajuda a um Dragão. Nossos superiores não disseram que não poderíamos tomar emprestado o poder de um Dragão.


Xenovia então olhou diretamente para mim.

Dragão… Ela estava falando de mim. Do ser que habita meu braço esquerdo… Sekiryuutei.


— Nunca imaginei que encontraria o Sekiryuutei em um país tão distante. Mesmo tendo se tornado um demônio, dá para ver que o poder do dragão dentro de você continua lá. Se for como dizem as lendas, você pode elevar seu poder ao nível de um Maou, certo? Se alcançar esse nível, destruir as Excaliburs seria fácil. Também acredito que foi vontade de Deus termos nos encontrado assim.


Xenovia disse isso com alegria.


— C-certamente… eles não disseram que não poderíamos usar o poder de um Dragão… mas você só está falando absurdos! Sua fé é realmente estranha!


— Estranha tudo bem. Mas, Irina… ele é seu amigo de infância, não é? Vamos confiar nele. No poder de um Dragão.


Irina ficou em silêncio diante das palavras de Xenovia, mas sua expressão mostrava que, por enquanto, ela aceitava aquilo.

Oh! Então está tudo bem? Sério mesmo?


Mas, para eu elevar meu poder ao nível de um Maou, eu ainda precisaria me fortalecer muito mais. Porém, se eu transferisse para o Kiba o poder que eu amplifiquei ao máximo, ele poderia se igualar — ou até superar — a Excalibur. As chances eram bem altas.


— Certo. A negociação foi um sucesso. Eu vou emprestar a vocês o poder do meu Dragão. Então… posso chamar meu parceiro para cooperar também?


Peguei meu celular e liguei para o Kiba.


— …Entendi a situação.


Depois de suspirar, Kiba levou a xícara de café à boca. Chamamos ele até o restaurante familiar.


— Estou com aquelas duas portadoras da Excalibur. Quero que venha até aqui também, Kiba.


Quando disse isso, ele veio sem reclamar.


— Para ser sincero, me sinto incomodado em receber permissão para destruir a Excalibur justamente de quem a empunha.


— Que jeito grosseiro de falar. Se você fosse um demônio desgarrado, eu teria te cortado sem hesitar.


Kiba e Xenovia trocaram olhares afiados. Ei, ei… vamos evitar brigar antes mesmo de definir a estratégia de cooperação.


— Então você realmente guarda rancor do “Projeto Espada Sagrada”. Da Igreja… e das Excaliburs.


Os olhos de Kiba se tornaram mais afiados ao ouvir as palavras de Irina.


— Obviamente.


Ele respondeu com uma voz baixa e fria.


— Mas, Kiba-kun… graças àquele projeto, as pesquisas sobre usuários de Espadas Sagradas deram resultados. Foi por isso que surgiram pessoas como eu e a Xenovia, capazes de sincronizar com espadas sagradas.


— Você acha que é um ato perdoável matar todos os sujeitos de teste só porque o projeto foi considerado um fracasso?


Kiba olhou para Irina com os olhos cheios de ódio.

De fato, matar todos eles foi cruel. Cruel demais. Um ato desumano, ainda mais vindo de pessoas que dizem acreditar em Deus. Nem mesmo Irina soube como responder. Então Xenovia falou:


— Esse incidente também foi considerado um dos piores casos entre nós. Muitas pessoas sentiram repulsa por isso. O responsável pelo projeto naquela época tinha problemas com sua fé e acabou sendo acusado de heresia. Agora… ele está do lado dos Anjos Caídos.


— Do lado dos Anjos Caídos? Qual é o nome dessa pessoa?


Kiba demonstrou interesse ao perguntar.


— …Balba Galilei. O homem conhecido como o “Arcebispo do Genocídio”.


Balba… Então esse era o nome do inimigo do Kiba.


— …Se eu seguir atrás dos Anjos Caídos… então posso chegar até ele…


O olhar de Kiba ganhou o brilho de uma nova determinação. Apenas saber quem era seu alvo já era um grande passo.


— Então acho que também preciso compartilhar uma informação. Outro dia, fui atacado por alguém que empunhava a Excalibur. Naquela ocasião, ele matou um padre. O homem morto provavelmente fazia parte da organização de vocês.


— !


Todos ficaram chocados. Claro que sim! Eu nunca imaginei que o Kiba já tivesse se envolvido nisso antes de nós! Então por que ele ficou em silêncio todo esse tempo? Com certeza havia algo passando pela cabeça dele.


— O nome dele é Freed Zelzan. Esse nome soa familiar para vocês?


Freed! Aquele padre desgraçado! Eu me lembrava muito bem dele. O padre maluco do incidente anterior! Ele ainda estava nesta cidade!?


Xenovia e Irina estreitaram os olhos ao ouvir o nome.


— Entendo… então é ele.


— Freed Zelzan. Ex-exorcista do Vaticano. Um gênio que se tornou exorcista aos treze anos. Conquistou inúmeros feitos ao eliminar demônios e bestas místicas.


— Mas ele foi longe demais. Chegou a matar aliados. Freed nunca teve fé em nosso Deus desde o começo. O que ele tinha era apenas instinto de luta, sede de sangue contra monstros… e uma obsessão doentia por batalhas. Era apenas questão de tempo até ser acusado de heresia.


Aaah… então vocês também tiveram problemas com ele.

Entendo perfeitamente esse sentimento.


— Então é isso… Freed usou a Excalibur que roubou para matar nossos companheiros de fé. Estamos pagando o preço porque o grupo de eliminação não conseguiu lidar com ele naquela época.


Xenovia disse isso com ódio na voz. Freed realmente é odiado por muita gente. Bem… com razão.


— De qualquer forma, vamos passar para a estratégia de cooperação.


Xenovia tirou uma caneta e começou a escrever em um bloco de notas. Em seguida, nos entregou seus dados de contato.


— Se algo acontecer, liguem para este número.


— Obrigado. Então nós também deveríamos—


— Nós já recebemos o número do Ise-kun da oba-sama.


— O quê!? Sério!? Mãe!? Ela passou meu número sem minha permissão!?


Ela entregou o número do próprio filho sem nem me avisar.


— Por que você não liga para ele?


Ela só pode ter feito isso porque somos amigos de infância!


— Então é isso. Eu vou te retribuir pela refeição outra hora, Sekiryuutei Hyoudou Issei.


Xenovia se levantou depois de dizer isso.


— Obrigada pela comida, Ise-kun! Me leve para comer de novo da próxima vez! Mesmo que você seja um demônio, Deus permite se for o Ise-kun pagando! Desde que seja comida!


Irina me agradeceu piscando um olho.

Sua fé religiosa está mesmo tranquila com isso?


Depois que nos despedimos das duas, todos soltamos um suspiro profundo.


Fuuuu… de algum jeito, tudo correu bem. Eu achei que fosse um plano imprudente, mas foi mais fácil do que imaginei. Só de pensar que eu poderia ter sido cortado pelas Excaliburs se a negociação tivesse falhado, senti um arrepio. Aquilo poderia ter sido o estopim de uma guerra entre os demônios e o lado de Deus… Foi uma jogada bem ousada da minha parte.


— …Ise-kun. Por que você fez isso?


Kiba perguntou em voz baixa. Ele claramente queria saber por que eu estava ajudando na vingança dele.


— Bem… somos companheiros. Fazemos parte do mesmo grupo. E você já me ajudou antes também. Não é exatamente uma retribuição, mas achei que dessa vez eu deveria estender a mão.


— Se eu agisse sozinho, acabaria causando problemas para a Buchou. Esse também é um dos motivos, não é?


— Claro. A Buchou ficaria triste se você saísse por aí descontrolado. Bom… o fato de eu ter armado esse plano sozinho também vai causar problemas pra Buchou. Mas é melhor do que você virar um “exilado”, certo? E no fim deu tudo certo, já que conseguimos um acordo com aquelas duas da Igreja.


Mesmo assim, Kiba ainda não parecia satisfeito. Hmmm… ele é difícil de lidar. Então Koneko-chan falou.


— …Yuuto-senpai. Eu ficaria sozinha… se o senpai desaparecesse.


Koneko-chan fez uma expressão triste. Como ela geralmente não demonstra emoções, aquela mudança repentina teve um impacto enorme em todos nós.


— …Eu vou ajudar… então, por favor, não vá embora.

…O apelo da Koneko-chan.

Droga. Mesmo não sendo comigo, meu coração acelerou. Aaah… eu definitivamente não posso trair nosso grupo. Se uma kohai fala algo assim, não tem como se rebelar!


Kiba pareceu confuso por um instante… então sorriu.


— Hahaha… eu desisto. Se a Koneko-chan diz algo assim, não posso fazer nada imprudente. Tudo bem. Vou cooperar com vocês. Graças ao Ise-kun, agora sei quem é meu verdadeiro inimigo. E já que vamos fazer isso… vamos derrotar a Excalibur de vez.


Oh! Agora o Kiba também estava animado! Koneko-chan sorriu, aliviada.


Droga… você é muito fofa, Koneko-chan! Meu coração disparou — e olha que eu não sou lolicon!


— Ótimo! Então agora está formado o grupo para destruir a Excalibur! Vamos derrotar a Excalibur roubada e aquele desgraçado do Freed!


Eu estava empolgado!

Isso aí! Vamos com tudo! Eu acho que dá pra conseguir se for eu, Kiba e Koneko-chan! Não… nós conseguimos! Nos aguardem, Excalibur, Freed!


Mas havia um cara que não parecia nada animado.


— …Hummm, eu também tenho que participar disso?


Saji perguntou, levantando a mão.


— Quer dizer… eu não tenho nada a ver com isso… afinal, qual é a relação do Kiba com a Excalibur?


Ah, é verdade. Esse cara não sabia nada sobre o passado do Kiba. Para o Saji, a conversa de antes devia ter sido totalmente confusa.


— …Vamos conversar um pouco.


Depois de dar um gole no café, Kiba começou a falar sobre o passado dele.


O projeto que a Igreja Católica planejou em segredo.

O Projeto Espada Sagrada.


Em uma certa instituição, estavam sendo realizados testes para criar inúmeras pessoas capazes de usar Espadas Sagradas. Havia meninos e meninas com talento para a espada — e até um portador de Sacred Gear. Dia após dia, eles eram submetidos a experimentos desumanos. Tinham sua liberdade roubada. Não eram tratados como seres humanos. Suas vidas eram ignoradas.


Ainda assim… eles tinham um sonho.

Continuar vivendo.


Foram forçados a acreditar que eram amados por Deus. Apenas aguardavam a chegada de “aquele dia”. Acreditavam que se tornariam seres especiais. Que se tornariam pessoas capazes de empunhar Espadas Sagradas.


Mas o resultado foi apenas um: “descarte”.


Kiba e seus companheiros… não conseguiram usar as Espadas Sagradas.


“......Todos morreram. Foram mortos. Mortos por aqueles que servem a Deus. Ninguém nos salvou. Apenas porque não podíamos usar as espadas sagradas. Outros meninos e meninas foram expostos ao gás venenoso ainda vivos. Eles nos encheram de veneno enquanto diziam ‘amém’. Cuspíamos sangue e nos contorcíamos no chão. Mesmo assim, ainda buscávamos ajuda em Deus.”


Kiba nos contou sua história. Ouvíamos em silêncio. De alguma forma, ele conseguiu escapar do laboratório, mas o gás já havia infectado seu corpo. Exceto por alguns poucos, todos os que tinham habilidades abaixo da média foram descartados, pois não eram necessários. Kiba, que conseguiu fugir, encontrou a Buchou em sua visita à Itália, quando já estava à beira da morte. E agora estava aqui.


“Quero realizar os desejos não cumpridos dos meus companheiros. Não... não quero que suas mortes tenham sido em vão. Preciso continuar vivendo por eles, e tenho que provar que sou mais forte do que Excalibur.”


...Que passado intenso ele carregava. Asia também tinha uma história triste. Mas a vida de Kiba era difícil até de imaginar... Para ser sincero, eu não consigo compreender a dor que ele passou. Mas penso que viver apenas por vingança é pesado demais. A Buchou disse que o fez seu servo para que ele pudesse usar seus talentos em algo além de derrotar espadas sagradas.


“Uuuuuuu... sob.........”


Ouvíamos o passado de Kiba com expressões sérias, até que escutamos alguém chorando. Era Saji. Ele chorava alto. As lágrimas escorriam sem parar, e o nariz também pingava......... Saji segurou a mão de Kiba e disse:


“Kiba! Deve ter sido horrível! Deve ter sido doloroso! Maldição! Não existe Deus nem esperança neste mundo! Agora sinto tanta simpatia por você! Sim, é uma história terrível! Entendo por que você guarda rancor da Igreja e de Excalibur!”


Oooh. Olha só como Saji estava falando.


“Para ser sincero, eu não gostava de você antes, porque era bonito demais...... Mas agora é diferente! Eu também vou ajudar! Estou disposto a receber a punição da Kaichou! Mas antes disso precisamos destruir Excalibur! Vou me esforçar! Você também tem que continuar vivendo! Nunca traia a Rias-senpai que salvou você!”


O que ele dizia era estranho... mas também cheio de paixão, como eu! Na verdade, parecia um bom sujeito. Não era um cara ruim. Eu me sentia mal por arrastá-lo para isso, mas parecia que estava tudo bem afinal.


“Certo! É um bom momento! Quero que vocês ouçam a minha história! Vocês precisam me conhecer se vamos trabalhar juntos!”


Saji parecia um pouco tímido, mas falou com os olhos brilhando:


“Meu sonho é...... engravidar a Kaichou e me casar com ela! Mas, sabe...... engravidar uma garota e casar com ela é difícil para um cara impopular como eu. Não há nem garotas que eu possa engravidar para começar... Mas um dia eu vou engravidá-la e casar com ela......”


.........Depois de ouvir a confissão de Saji, algo dentro de mim começou a transbordar. Então lágrimas caíram dos meus olhos. Claro. Claro, idiota! Esse cara! Saji! Ele é igual a mim! Do mesmo tipo que eu! Ele entende o mundo da mesma forma que eu...... Quase gritei de emoção. Mas cobri a boca com a mão para segurar. Segurei a mão de Saji e falei diretamente:


“Saji! Escuta! Meu objetivo é apalpar os oppai da Buchou...... e depois sugar!”


“......!”


DROP.


Após uma pausa, mais lágrimas escorreram dos olhos de Saji.


“Hyoudouuuu! Você sabe o que está dizendo? Entende o quão difícil é esse sonho, tocar nos oppai de uma High-class Devil...... Tocar nos oppai da sua mestre?”


“Saji. Você pode tocar. Você pode tocar nos oppai de uma High-class Devil...... Você pode tocar nos oppai da sua mestre! Eu realmente apalpei os oppai da Buchou com esta mão.”


Falei enquanto mexia a mão. Saji olhou para ela com o rosto chocado.


“Impossível!? Algo assim é possível!? Você não está mentindo, certo!?”


“Não é mentira. Os oppai da mestre parecem distantes. Mas não é como se não pudesse alcançá-los.”


“Sugar...? Sugar os oppai da Ka...Kaichou... Você está falando do mamilo, não é...? O lugar que se suga é o mamilo, certo...?”


“Seu idiota! Se vai sugar oppai, o mamilo é a única coisa que pode sugar! Sim! Eu vou sugar o mamilo!”


“......!!”


Saji começou a chorar como um homem ao ouvir minhas palavras firmes.


“Saji! Podemos ser apenas ‘Peões’ inúteis sozinhos. Mas juntos é diferente. Nós podemos voar juntos! Podemos lutar juntos! Podemos conseguir juntos! Podemos engravidar e casar juntos! Vamos transar com nossas próprias mestres!”


“Sim. Isso mesmo!”


Nada é impossível para dois caras que se apaixonaram pelos oppai de suas mestres! Apertamos as mãos e assentimos. Companheiros. Camaradas de guerra. Mesmo com muitas palavras, não consigo explicar nossa relação. Naquele momento, Saji e eu sentimos algo em nossos espíritos e nos conectamos.


— …Hahaha.


— …Você é o pior.


Kiba e a Koneko-chan, que estavam ao nosso lado, apenas suspiraram. Se eu tivesse olhado em volta, provavelmente todo mundo no restaurante estaria nos encarando de forma estranha. Bom, que se dane.


E assim, daquele jeito meio torto…

o “esquadrão destruidor da Excalibur” estava formado.


Parte 3


Alguns dias depois…


Eu estava sentado na minha carteira, na sala de aula, soltando um longo suspiro. Todos os dias, nós quatro — eu, Kiba, Koneko-chan e Saji — saíamos à procura da Excalibur. Nosso alvo era aquele padre maldito, Freed, que agora trabalhava para os Anjos Caídos. Pelo que descobrimos, ele estava caçando padres enviados pela Igreja.


Por isso, passávamos pela cidade usando roupas de padres… e mesmo assim não conseguíamos encontrá-lo. Para falar a verdade, no fundo eu nem queria vê-lo de novo. Estávamos usando as vestes que a Xenovia nos deu, que suprimiam nosso poder mágico, mas nem assim demos de cara com ele. Onde aquele padre desgraçado estava se escondendo?


Eu queria encontrá-lo logo para que o Kiba pudesse destruir a Excalibur… Do jeito que as coisas estavam, a Buchou acabaria nos pegando, e aí estaríamos em sérios problemas. Ela já tinha começado a desconfiar…


Desculpa, Buchou, por fazer algo assim sem te contar. Depois eu vou pedir desculpas direito. Vou trabalhar duro também. Então, por favor… deixa a gente fazer isso. Era assim que eu me desculpava com ela, em silêncio, dentro do meu coração.


— Você anda com uma cara séria ultimamente, Ise.


Motohama falou enquanto ajeitava os óculos.


— Hã? Ah… é. Até eu preciso pensar em certas coisas às vezes.


— Pensando em quê? Na Rias-senpai ou na Himejima-senpai?


— É uma escolha difícil todo dia, Motohama. Cada uma tem seus pontos fortes…


— Se você continuar falando essas coisas, um dia vai acabar sendo linchado pelos fãs delas. Tem muitos nessa escola.


— Motohama… algumas coisas são mais importantes que a própria vida.


— …Profundo. Senti isso no fundo do coração.


Beliscão.


Alguém beliscou minha bochecha. Era a Asia-chan. E ela claramente não estava de bom humor.


— A-Asia… o que foi…?


Ela continuou me beliscando em silêncio. Pelo visto, tinha ouvido tudo…


— Maldição, Ise, seu pervertido! — Matsuda reclamou, segurando a cabeça. — E ainda por cima recebe esse tipo de atenção da Asia-chan!


— A gente sabe, Ise. Depois das atividades do clube, você vai embora com a Rias-senpai e a Asia-chan, não é? Quer esfregar isso na nossa cara?


Não é tão simples assim… A Asia e a Buchou vivem competindo por motivos que eu nem entendo direito. E eu fico bem no meio disso. Mal dá pra respirar.


— Aliás, Ise — Motohama voltou ao normal —, o que vai acontecer com o plano do karaokê e do boliche?


Era verdade. No próximo fim de semana, nós três, a Asia e a Kiryuu íamos passar a tarde juntos. Também chamamos a Koneko-chan e o Kiba. A Asia e a Kiryuu já tinham confirmado. Surpreendentemente, a Koneko-chan também quis ir. O problema era o Kiba…


— A Asia e a Kiryuu vão. E a Koneko-chan também.


— Uoooo! Asia-chan e Toujou Koneko-chan!? Já valeu a pena!


Matsuda quase chorava de emoção.


TAP!


Alguém bateu na cabeça dele. Era a Kiryuu, a garota de óculos.


— Desculpa por eu ir também.


Ela fez uma cara pouco satisfeita.


— Você é só um extra perto da Asia-chan — Matsuda respondeu. — Mas tudo bem.


— Olha o respeito, Matsuda. Não me compare a esse pervertido de óculos.


— Os óculos do Motohama são especiais!


Kiryuu apenas sorriu de forma estranha.


— Vocês acham mesmo que só ele tem habilidades especiais?


Todos nós ficamos tensos.


— Hmmm… entendi.


De repente senti um arrepio estranho e cruzei os braços instintivamente. Quando percebi, Motohama e Matsuda tinham feito o mesmo. Os óculos da Kiryuu brilharam.


— Relaxem. Só estou observando.


Aquilo foi… perturbador.


— Enfim — ela mudou de assunto —, então todo mundo vai, menos o Kiba-kun?


— Não. Eu vou dar um jeito de levar o Kiba também. Ele disse antes que iria.


Sim. Eu vou levá-lo. Vamos nos divertir como nunca.


Parte 4


Depois da aula, no mesmo dia.


Nós nos reunimos no parque e trocamos de roupa depois de terminar as atividades normais do clube. Vestimos as roupas de padres e freiras. As cruzes que usávamos eram falsas — se fossem verdadeiras, já estaríamos feridos. Caminhamos pela cidade com aquelas roupas, escolhendo principalmente lugares com pouco movimento. Eu realmente queria conseguir alguma pista naquele dia.


Mas, enquanto eu pensava isso, o tempo passou rápido demais… e quando percebi, já estava anoitecendo. Se demorássemos mais, teríamos problemas ao voltar. Tudo isso estava sendo feito em segredo da Buchou e dos outros, e também seria péssimo se o conselho estudantil nos encontrasse.


— Ufa… nenhum progresso hoje também.


Saji disse, claramente desanimado. Engraçado, ele era o que mais estava levando isso a sério. Esse cara é realmente gente boa. Nosso primeiro encontro foi péssimo, mas agora dava pra ver que conseguíamos nos dar bem. Ele é pervertido no mesmo nível que eu. Dá até pra dizer que ele é a versão da Casa Sitri de mim mesmo.


Eu pensava nisso quando Kiba, que andava à nossa frente, parou de repente.


— …Yuuto-senpai.


Koneko-chan também parecia ter sentido algo.


BATIMENTO.


Naquele instante, um arrepio percorreu meu corpo.

Intenção assassina…?

Era direcionada a nós?


— Olhem pra cima!


Saji gritou. Quando todos levantamos a cabeça, um garoto de cabelos brancos, vestido como padre, despencava do alto segurando uma espada longa!


— Então vocês estavam contando com uma “proteção divina” por estarem disfarçados de padres, é?


KACHIN!


Kiba sacou sua espada demoníaca num instante e bloqueou o golpe de Freed.


— Freed!


— …! Essa voz… é você, Ise-kun? Heee… olha só que reencontro estranho! E então? Seu poder de Dragão aumentou? Já posso te matar agora?


Esse desgraçado continuava tão insano quanto sempre! Então aquela espada que ele segurava agora era a Excalibur… Eu conseguia sentir claramente a aura perigosa emanando dela, igual à das espadas da Irina e da Xenovia.


Arrancamos as roupas de padre, revelando nossos uniformes normais. Koneko-chan também tirou a roupa de freira. Bem… uma freirinha pequena também era fofa, mas esse não era o momento.


— Boosted Gear!


— [Boost!!]


Meu poder aumentou. Dessa vez, meu papel era dar suporte. Transferi o aumento de poder para o Kiba. Eu queria que ele lutasse o máximo possível sozinho, mas se ficasse perigoso demais, eu teria que intervir.


— Estique minha linha!


SWISH!


Algo que parecia uma mão negra e fina saiu da mão do Saji e disparou em direção ao Freed. Na ponta, havia o rosto deformado de um lagarto, meio fofinho. A linha vinha da boca dele. Aquela “mão” era, na verdade, a língua do lagarto!


— Que saco!


Freed tentou cortar com a Espada Sagrada, mas a língua mudou de direção e deslizou para baixo, grudando no pé direito dele e se enrolando na perna. Ele tentou cortar de novo, mas a lâmina atravessava como se não tivesse forma física.


— Não dá pra cortar tão fácil assim! Kiba! Assim ele não consegue fugir! Acaba com ele!


Boa, Saji! Então era isso — ele tinha travado os movimentos do Freed! Como o Freed era rápido, impedir a fuga era essencial. Que mente afiada você tem, Saji!


— Obrigado!


Kiba avançou num instante! Ele correu em direção ao Freed empunhando duas espadas demoníacas.


— Tsc! Então não é só o “Holy Eraser”, hein! Várias espadas demoníacas… Você é o portador do “Sword Birth”, talvez? Uau… sabia que é um crime possuir um Sacred Gear tão raro?


Apesar do que dizia, Freed parecia se divertir. Continuava sendo um lunático por batalhas.


— Mas… espadas demoníacas comuns não são páreo para—


KACHIN!


As duas espadas de Kiba se partiram com um som seco!


— …minha Excalibur-chan.


— Tsk!


Kiba criou novas espadas demoníacas imediatamente. Mas a Excalibur era poderosa demais. Um único golpe era suficiente para quebrá-las!


— Kiba! Quer receber meu poder!?


— Ainda dá pra continuar!


Kiba recusou meu apoio. Ele parecia irritado — o que era compreensível. Ele já havia perdido uma vez para a Excalibur da Xenovia. O orgulho dele não permitiria perder de novo.


— Hahaha! Esse jeito que você olha pra minha Excalibur é assustador. Guarda rancor dela, é? Bom, não sei o que aconteceu com você… mas se for cortado por essa espada, vai ser apagado sem deixar vestígios. Você vai morrer. Vai morrer! Apenas morra!


Freed saltou!


Kiba tentou bloqueá-lo criando espadas demoníacas ao redor, mas…


KACHIN!


A Espada Sagrada, envolta por uma luz branco-azulada, destruiu tudo com um único golpe! Sem perder tempo, Freed desferiu um segundo ataque!


Isso era ruim. Muito ruim.

Kiba ia morrer!


Então senti algo estranho…


Hã?

Estou… sendo levantado?


Olhei para baixo com cuidado — era a Koneko-chan.

Ela estava me levantando!!


— …Ise-senpai. Por favor… ajude o Yuuto-senpai.


ARREMESSO.


Fui lançado com uma força absurda!

Arremessado no ar por uma garota com força sobre-humana!


Uwaaah! Koneko-chan! Eu não sou um objeto! Não pode simplesmente me jogar!


— Uoooooo! Koneko-chaaaaaaan!!


Enquanto gritava, fui arremessado na direção do Kiba. Droga! Não tinha escolha!


— Kibaaaaaa! Vou transferir meu poder pra você!!


— Uwah! Ise-kun!


Ativei meu Sacred Gear enquanto me aproximava.


— [Transfer!!]


O som ecoou, e o poder do Dragão fluiu para dentro do Kiba. Uma aura poderosa envolveu seu corpo. Uma quantidade absurda de poder mágico o cobria.


— …Já que recebi, vou usar! “Sword Birth”!


ZAN!


Lâminas surgiram por toda parte!


Do chão!

Do poste de luz!

De todos os lados!


Espadas de formatos variados brotavam do ambiente.


— Tch!


Freed estalou a língua e começou a destruir as espadas que vinham em sua direção.


SWISH!


Kiba desapareceu no instante em que encontrou uma abertura, usando as espadas demoníacas como apoio para se mover livremente! Incrível! Aos meus olhos, só dava pra ver movimentos rápidos indo e vindo!


Como esperado de um "Cavaleiro" especializado em velocidade!


Freed acompanhava cada movimento de Kiba com os olhos.


SWISH!


Junto com o som do vento, uma espada demoníaca voou em direção ao Freed!

Kiba arremessou uma das espadas enquanto usava outras como apoio para os pés!


Não — não era só uma!


Várias espadas demoníacas vinham de todas as direções!


— Uhaa! Que truque de circo impressionante! Seu demônio podre!


KACHIN! KACHIN! KACHIN!


Freed foi rebatendo uma espada após a outra, com uma expressão completamente excitada!


— Minha Excalibur é a “Excalibur Rapidly”! Em termos de velocidade, ela não perde pra nada!


A Espada Sagrada que Freed empunhava começou a vibrar na ponta… e então desapareceu!


Não era invisibilidade — ela estava se movendo rápido demais para ser vista!


Freed destruiu todas as espadas demoníacas e avançou direto contra o Kiba!


KACHIN!


— Não está funcionando!


As espadas demoníacas que Kiba segurava nas mãos se despedaçaram.


— MORRA!


No instante em que a espada de Freed descia sobre Kiba…


PULL.


O corpo de Freed foi puxado para trás, e ele perdeu o equilíbrio.


— Como se eu fosse deixar!


Era o Saji!


O lagarto puxou a língua de volta, fazendo Freed perder a postura! Ao mesmo tempo, a língua começou a emitir uma luz suave — parecia que algo estava sendo drenado de Freed e fluía para o Saji.


— …O quê!? Droga! Você está absorvendo meu poder!?


Absorvendo!?

Aquela língua tinha uma habilidade especial!?


— Heh! E aí, gostou!? Esse é o meu Sacred Gear, “Absorption Line”! Enquanto essa linha estiver conectada a você, seu poder vai continuar sendo absorvido! Isso mesmo! Até você perder a consciência!


Sacred Gear!

Então o Saji também era um portador!


E não dava nem pra cortar com uma Espada Sagrada!?


Agora… eu definitivamente não queria brigar com o Saji.


— …Um Sacred Gear do tipo Dragão, é? O tipo mais problemático. No começo não parece tão ameaçador… mas quando cresce, o poder destrutivo ultrapassa o dos outros Sacred Gears em outro nível. Que incômodo… realmente irritante!


Freed tentou cortar novamente com a Espada Sagrada, mas não deixou nem um arranhão no Sacred Gear do Saji.


Tipo Dragão…?

Então aquele lagarto era um Dragão!?


Não entendo, mas… que Sacred Gear absurdo!


— Kiba! Não é hora de hesitar! Acaba logo com esse cara! O problema da Excalibur vem depois! Esse sujeito é perigosíssimo! Só de ficar na frente dele, meu corpo treme! Se deixarmos ele solto, ele vai acabar machucando a mim e à Kaichou também! Eu vou enfraquecê-lo absorvendo o poder dele, então derrota ele agora!


O plano do Saji era bom. Muito bom.


Eu também achei que era a melhor opção.

Esse cara era perigoso demais.


Mas Kiba fez uma expressão complicada.


Eu sabia o motivo.

Ele se arrependia de não conseguir vencer apenas com o próprio poder.


Mesmo assim, Kiba também sabia que acabar com ele ali era a melhor escolha.


Kiba criou uma espada demoníaca, como se tivesse tomado sua decisão.


— …Relutante como estou, concordo em acabar com você aqui. Ainda restam duas Excaliburs roubadas. Espero que as outras duas sejam mais fortes.


— Ha! Eu sou mais forte que os outros dois, sabia? Então pense bem! Se vocês quatro me derrotarem, não vai sobrar ninguém capaz de enfrentá-los! Tem certeza? Se me matarem, não vão ter mais uma batalha de Espada Sagrada que realmente satisfaça vocês!


Freed falou isso com um sorriso nojento.


Os olhos de Kiba mudaram ao ouvir aquilo.


Droga… que sujeito irritante!


— Hmm… “Sword Birth”, hein? Um Sacred Gear que pode assumir infinitas possibilidades dependendo do portador.


Uma nova voz ecoou.


Quando olhei naquela direção, havia um velho vestido como padre parado ali.


— …Então é você, velho Balba?


Todos ficaram chocados com a fala do Freed.


Balba!?


Era o mesmo Balba de quem a Xenovia falou!?


O responsável por descartar Kiba e seus companheiros no Projeto Espada Sagrada…


Que encontro cruel do destino.


— …Balba Galilei!


Kiba encarou o velho com olhos transbordando ódio.


— Sou eu mesmo.


Ele respondeu calmamente.


Então esse era… o inimigo do Kiba.


— Freed. O que você está fazendo?


— Velho! Eu não consigo fugir por causa dessa língua estranha de lagarto!


— Hmph. Você ainda não sabe usar a Espada Sagrada perfeitamente. Use melhor o “elemento” que eu lhe dei.

Estou pesquisando isso justamente por esse motivo. Concentre o elemento sagrado que corre pelo seu corpo na lâmina da Espada Sagrada. Assim, você conseguirá cortá-la.


— Beleza!


A Espada Sagrada de Freed começou a reunir aura e a brilhar intensamente!


— Assim! Horyah!


CORTE.


O Sacred Gear do Saji foi cortado com facilidade.


A única coisa que prendia Freed desapareceu.


Isso era ruim!

Ele ia escapar!


— Vou me retirar agora! Da próxima vez que nos encontrarmos será a batalha final!


Freed disse isso, mas—


— Não vou deixar você escapar!


Alguém passou por mim em altíssima velocidade!


KACHIN!


Uma lâmina colidiu com a Espada Sagrada de Freed, espalhando faíscas!


Era a Xenovia!


— Yaho, Ise-kun.


— Irina!


A Irina também estava ali!


Os parceiros da nossa cooperação tinham chegado!


— Freed Zelzan. Balba Galilei. Rebeldes. Em nome de Deus, eu vou cortar vocês dois!


— Ha! Não pronuncie o nome desse Deus detestável que eu odeio, sua vadia!


Freed trocou golpes com a Xenovia, mas então sacou algo.


Uma esfera de luz!


Era o item de fuga!


— Velho Balba! Vamos sair daqui! Vamos reportar ao chefe, Kokabiel!


— Não há outra escolha.


— Até mais! Aliança da Igreja com os demônios!


Freed arremessou a esfera no chão.


FLASH.


A luz tomou tudo!


Não dava pra enxergar nada!


Quando recuperamos a visão… Freed e Balba tinham desaparecido.


Droga! Chegamos até aqui e deixamos eles escaparem!


— Vamos atrás deles, Irina.


— Certo!


Xenovia e Irina trocaram um olhar e dispararam dali.


— Eu também vou atrás! Não vou deixar você escapar, Balba Galilei!


— E-ei! Kiba! Ei! O que está acontecendo!?


Todo mundo saiu fazendo o que queria!


Os únicos que ficaram foram eu, Koneko-chan e Saji.


Relaxamos a postura de combate e respiramos fundo.


Então senti uma presença atrás de mim.


— Quando pensei que o fluxo de poder estava estranho…


— Isso é realmente problemático.


Virei-me ao ouvir aquelas vozes familiares e—


— Ise. O que significa isso? Explique-se.


A Buchou e a Kaichou estavam ali, com expressões sérias.


Meu rosto ficou completamente pálido.


Parte 5


— …Destruir a Excalibur. Vocês dois…


A Buchou não estava com uma expressão nada agradável e levou a mão à testa.


Depois do incidente com o Freed, a Buchou e a Kaichou levaram nós três — Saji, Koneko-chan e eu — até um parque próximo. Lá, fomos obrigados a nos ajoelhar em seiza diante da fonte.


— Saji. Você estava fazendo esse tipo de coisa pelas minhas costas? Você realmente é uma criança problemática.


— Auuu… e-eu… me desculpa, Kaichou…


A Kaichou também falava com Saji com uma expressão fria. O rosto dele ficou tão pálido que parecia até perigoso. Ele devia estar realmente apavorado.


— Então o Yuuto foi atrás desse homem chamado Balba?


— Sim. Acho que ele está com a Irina e a Xenovia… acredito que ele vá nos ligar se algo acontecer…


— Você acha mesmo que o Yuuto, agora movido por vingança, ligaria normalmente?


…Ela tinha razão.


A Buchou então voltou o olhar para a Koneko-chan.


— Koneko.


— …Sim.


— Por que você fez isso?


— …Eu não quero que o Yuuto-senpai vá embora…


Koneko-chan respondeu com sinceridade. Ao ouvir isso, a Buchou pareceu mais confusa do que irritada.


— …Dizer isso agora não muda o que já aconteceu. Mas o que vocês fizeram poderia ter afetado todo o mundo dos demônios. Vocês entendem isso, não entendem?


— Sim.


— …Sim.


Koneko-chan e eu assentimos ao mesmo tempo. Entendíamos… não, na verdade, não tínhamos ideia da gravidade real. Eu agi achando que era apenas algo um pouco perigoso. A escala do problema que a Buchou enxergava era completamente diferente da que eu imaginei. Eu levei tudo de forma leviana demais.


— Me desculpa, Buchou.


— …Me desculpa, Buchou.


Eu e a Koneko-chan abaixamos a cabeça. Eu não achava que ela nos perdoaria só com isso, mas precisava pedir desculpas. De verdade.


[TAPA!] [TAPA!]


Quando olhei para o lado de onde vinha o som, vi o Saji levando palmadas! Oooou! Saji! Que cena triste!


— Parece que você precisa refletir sobre seu comportamento.


— Uwaaaaaan! Me desculpa! Me desculpa! Por favor, me perdoa, Kaichou!


— Não. Mil palmadas.


[TAPA!] [TAPA!]


A Kaichou envolveu a mão com poder demoníaco antes de bater. Aquilo devia doer demais! Cara… levar isso no ensino médio devia ser uma tortura!


— Ei, Ise. Não desvie o olhar.


— Enviei meu familiar para procurar o Yuuto. Quando ele for encontrado, vamos até lá com o restante dos membros do clube. Depois decidiremos o que fazer. Está bem?


— Sim.


— …Sim.


Koneko-chan e eu respondemos à Buchou.


ABRAÇO.


A Buchou nos puxou para perto e nos abraçou. Eu senti o calor dela.


— …Vocês dois realmente são crianças bobas. Fazendo eu me preocupar tanto…


Ela disse isso com uma voz gentil, enquanto fazia carinho na minha cabeça e na da Koneko-chan.


Buchou… me desculpa. Por fazer você se preocupar conosco…

Aaah… dá pra sentir a bondade dela.

Sou grato por ser servo de alguém tão gentil assim.


— Uwaaaaaaan! Kaichouuu! Eles terminaram tudo num clima tão bom!


— Eles são eles. Nós somos nós.


[TAPA!] [TAPA!]


Pelo visto, as palmadas do Saji ainda estavam longe de acabar. Parece que fazer a Kaichou se apaixonar e casar com ele ainda estava muito, muito distante.


— Agora, Ise. Vire-se.


……Hã?

Bu… Buchou… você não tinha me perdoado…?


A Buchou sorriu, com a mão envolta por uma aura carmesim.


— É dever de um mestre disciplinar seus servos. Você também vai receber mil palmadas.


Naquele dia…

meu traseiro morreu.


Parte 6


Quando a Buchou e eu chegamos em casa, o sol já estava se pondo; estava quase anoitecendo. Nos despedimos da Koneko-chan no caminho. Ela continuou pedindo desculpas à Buchou até o momento em que se separou de nós. Ainda assim, dava para perceber que ela não se arrependia. Assim como eu.


E o Kiba… Ele tinha ido atrás daqueles dois, mas devia estar bem, certo?

…Acima de tudo, minha bunda doía. Senti o amor que a Buchou tem pelos seus servos com o próprio corpo.


— Chegamos!


Quando a Buchou e eu tiramos os sapatos e íamos entrar pelo corredor, minha mãe apareceu na cozinha e acenou para que fôssemos até lá em silêncio. Mãe… esse sorriso suspeito.


A Buchou e eu trocamos um olhar e fomos até a cozinha.


— Vem aqui, Asia-chan.


— Hauu!


Asia avançou, quase como se tivesse sido empurrada. Ela usava um avental… ou melhor, parecia diferente do normal. Havia algo estranho ali.


— …U-uma amiga da minha classe me disse… que no Japão, quando se cozinha, é costume usar só o avental… É e-embaraçoso… mas achei que precisava me acostumar com a cultura japonesa…


Asia falou isso com o rosto todo vermelho.


…Definitivamente havia algum mal-entendido enorme ali.


— Asia… quem te contou isso?


— Foi a Kiryuu-san… — respondeu ela, sem perceber o caos que tinha causado.


Então foi ela… aquela garota de óculos problemática.


— Ufufufu. Não fica fofinha nela? — minha mãe comentou, toda satisfeita.


— Mãe!? — pensei, já sem saber como reagir.


— …Entendo. Então foi essa a estratégia… — murmurou a Buchou, com um tom estranho.


— Asia, você realmente tem um talento natural para causar confusão — disse a Buchou, provocando.


— E-eh!? Eu não quero isso!


A Buchou sorriu, e a Asia ficou toda aflita. O clima na cozinha estava completamente fora de controle.


— Espere um pouco. Eu também vou me trocar — disse a Buchou de repente.


— Rias-san, eu ajudo! — minha mãe foi atrás dela.


Ei! O que vocês duas estão planejando!?


— Hã… o que está acontecendo? — murmurei, completamente perdido.


Coloquei a mão no ombro da Asia.


— Asia… fica bem em você. Só isso que vou dizer agora. Obrigado.


Ela sorriu timidamente.


Aproveitei o momento.


— Asia.


— S-sim.


— Mesmo que pessoas da Igreja apareçam… eu vou te proteger. Não vou deixar ninguém te machucar.


Era isso que eu sentia. Eu não permitiria que ninguém ferisse a Asia de novo.


Asia me abraçou em silêncio.


— …Ise-san. Eu não me arrependo de ter me tornado uma demônio. Também não esqueci minha fé. Mas ganhei algo ainda mais importante.


— Algo importante?


— Ise-san… a Buchou… todos do clube… meus amigos… seus pais… Todos são importantes para mim. Eu não quero perder ninguém. Não quero ficar sozinha nunca mais.


A voz dela tremia levemente.


— Asia, você não está sozinha. Nunca mais vai estar. Nós vamos ficar com você. Então… sorria. Seu sorriso combina mais com você.


— …Ainda bem que vim para este país… ainda bem que te conheci, Ise-san…


Ela encostou o rosto em mim, aliviada. Eu a abracei de volta.


— Ahem.


Minha mãe voltou à cozinha, olhando para nós com um sorriso cheio de segundas intenções.


— M-mãe!


— Oh, desculpe atrapalhar. Mas saibam que cozinhar juntos também é um tipo de batalha, viu?


Eu já não aguentava mais e me afastei, completamente constrangido.


— Ise! Eu também vesti!


Ouvi a voz da Buchou e me virei—


…Foi demais para mim.


Depois disso, meu pai chegou em casa do trabalho. Ele também parecia completamente satisfeito com o clima da casa.


Pai e filho acabamos sentados juntos, conversando tranquilamente.


— Hoje foi um bom dia — disse ele.


— É… acho que sim, pai.


— Cuide bem delas, meu filho.


— Pode deixar.


Conversamos assim, como pai e filho, com sorrisos sinceros no rosto.


Parte 7


Naquela noite, a Buchou, a Asia e eu dormimos juntos.

Mas tanto a Buchou quanto eu acordamos subitamente, tomados por uma pressão absurda — algo que nunca havíamos sentido antes.


A Buchou saltou da cama e foi direto até a janela. A Asia também se levantou, como se tivesse sentido a mesma coisa. Quando olhei para baixo, vi alguém encarando para cima…


— …Aquele padre desgraçado!


Quem exibia um sorriso doentio e provocador era o padre de cabelos brancos, Freed. Aquele bastardo!

O que aconteceu depois disso? O que houve com o Kiba?

Droga… isso estava me deixando inquieto!


Ele acenou para nós.


— …Um Anjo Caído.


A Buchou disse com a voz carregada de ódio e estalou os dedos. Num instante, já estava vestida com seu uniforme e abriu a porta do quarto.


— Yaho! Ise-kun, Asia-tan. Vocês parecem meio mal-humorados. Estava tudo bem por aqui? Ara ara… eu interrompi algo? Não saber ler o clima é meu charme.


Quando saímos da casa, aquele padre nojento falou com aquele jeito debochado de sempre.


— O que você quer?


Perguntei, mas ele apenas deu de ombros, rindo.


Aquela pressão de antes… vinha dele?

Não. Eu sentia algo estranho nele, mas a verdadeira pressão… aquilo superava até a de um demônio de alta classe.


A Buchou pareceu perceber e ergueu o olhar.


No céu, com a lua ao fundo, havia alguém flutuando.


Um Anjo Caído… com asas negras se estendendo pelas costas.

Uma, duas, três…


— Dez…?


Ele tinha dez asas negras.


Era um jovem vestindo um manto negro, adornado com acessórios detalhados. Ele sorriu ao ver a Buchou.


— É a nossa primeira vez nos encontrando, filha da Casa Gremory. Esse cabelo carmesim é lindo. Me lembra tanto seu irmão… que chega a me dar vontade de vomitar.


Uoooo… que provocação direta!

O ódio escorria das palavras dele.


A expressão da Buchou ficou fria.


— Prazer em conhecê-lo, Kokabiel. Um dos líderes dos Anjos Caídos.

Meu nome é Rias Gremory.

E acrescento mais uma coisa: nós, da Casa Gremory, somos ao mesmo tempo os mais próximos e os mais distantes do Maou. Se veio aqui falar de política, está perdendo seu tempo.


Kokabiel…!?

O Kokabiel!?

O líder dos Anjos Caídos!?


Não é esse o nome que aparece em livros sagrados e registros antigos!?


Isso era péssimo… realmente péssimo!


Então percebi algo.

Kokabiel carregava… uma pessoa!?


— Isso é um presente.


Ele a arremessou em nossa direção.


— Ah!


Reagi por reflexo.


CATCH.


Quem caiu em meus braços foi…


— Irina!?


Shidou Irina estava coberta de sangue. Respirava com dificuldade. O corpo inteiro cheio de ferimentos!


Isso aconteceu depois que ela perseguiu o Freed!?

E o Kiba? E a Xenovia!?


— I-Irina!


Ela reagiu com dor, mas não respondeu. Aquilo era grave.


— Ela invadiu minha base. Então resolvi recebê-la à altura.

Os outros dois conseguiram escapar.


Kokabiel disse isso rindo.


— Asia!


Coloquei a Irina no chão e pedi que a Asia a curasse. Uma luz verde envolveu o corpo da Irina, e sua expressão começou a suavizar. A respiração ficou mais estável.


Ela não estava com a Excalibur…

O que aconteceu com ela?


— Eu não faria algo tão idiota quanto negociar com um Maou.

Mas se eu violentar e matar a irmãzinha dele… Sirzechs certamente voltará sua fúria para mim. Isso não seria nada mau.


A Buchou encarou Kokabiel com um olhar de desprezo absoluto.


— …Então qual é o seu verdadeiro objetivo ao me procurar?


Kokabiel respondeu animado:


— Vou causar um massacre nesta cidade, usando sua base — a Academia Kuou — como ponto de partida.

Assim, Sirzechs vai aparecer, não vai?


— O quê…!?


— Se fizer isso, uma guerra entre Deus, Anjos Caídos e demônios vai começar de novo!


— É exatamente isso que eu quero.

Achei que o Michael começaria uma guerra se eu roubasse as Excaliburs… mas tudo o que mandaram foram exorcistas de baixo escalão e duas portadoras de Espadas Sagradas.

Entediante. Estou entediado demais!


Por isso vou atacar a base da irmã de Sirzechs. Veja… não parece divertido?


A Buchou estalou a língua.

Ela estava realmente furiosa.


— …Seu maníaco por batalhas.


— Exatamente! — Kokabiel riu. — Depois da guerra entre os três lados, eu fiquei entediado. Azazel e Shamza não queriam uma nova guerra… então começaram a colecionar Sacred Gears e fazer pesquisas estranhas. Inútil!

…Bem, exceto se for algo como o Boosted Gear daquele garoto ali.


Ele olhou para mim.


A pressão… era esmagadora.

Meu corpo tremia sozinho.


— …Vocês também estão atrás do meu Sacred Gear?


— Eu não, mas o Azazel talvez esteja. Ele é obcecado por colecionar essas coisas.


Azazel… o Governador dos Anjos Caídos.


— De qualquer forma, vou iniciar uma batalha envolvendo Espadas Sagradas, Rias Gremory.

Uma escola onde estudam as irmãs de Sirzechs e Leviathan… cheia de poder demoníaco.

É o cenário perfeito para liberar o verdadeiro poder das Excaliburs.


Ele estava completamente louco.


— Hyahahaha! Meu chefe não é o máximo?

E eu também estou animado! Olha o que ele me deu!


Freed ergueu as mãos.


Ele empunhava Excaliburs.


Uma em cada mão… e duas presas à cintura!


— À direita, Excalibur Rapidly.

À esquerda, Excalibur Nightmare.

Na cintura, Excalibur Transparent.

Também recebi a Excalibur Mimic daquela garota ali…

E ainda quero a Excalibur Destruction da outra!


Sou o primeiro no mundo a carregar tantas Excaliburs, não sou!?

Com o elemento que o velho Balba me deu, posso usar todas ao mesmo tempo!

Sou invencível! Sou maravilhoso! Sou o mais forte!


Freed gargalhava, completamente fora de si.


— A pesquisa de Espadas Sagradas do Balba é real.

Confesso que achei estranho quando ele entrou no meu plano.


Então Balba e Kokabiel estavam juntos…


— O que você pretende fazer com as Excaliburs!?


A Buchou perguntou.


Kokabiel bateu as asas e se virou na direção da escola.


— Hahaha! Vamos começar uma guerra!

Irmãzinha de Sirzechs Lucifer… Rias Gremory!


FLASH!


De novo aquela luz!


Quando nossa visão voltou… Kokabiel e Freed haviam desaparecido.


— Ise! Vamos para a escola!


— Sim!


Uma batalha colossal contra o líder dos Anjos Caídos estava prestes a começar.

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